Falei, pronto! Isso estava engasgado na minha garganta. Ele (ela) precisava ouvir! Ou, precisava saber!
Quando alguém pronuncia as palavras acima, normalmente meteu-se em uma encrenca das grandes. Armou um barraco. Envolveu-se em confusão. E, com certeza, as consequências virão rápidas. A galope. Pois feriu uma ou mais pessoas. E pior ainda, quando este “precisava ouvir” ou “precisava saber” é uma revelação. Para não dizer uma fofoca.
Pessoas que agem assim não estão querendo ajudar. Gostam mesmo é de ver o circo pegar fogo. Conselho: mantenham distância delas. E o pior, desse tipo de gente o planeta está minado. Digo minado porque pessoas como essas são bombas ambulantes. Explosivo puro, potente, devastador da harmonia humana. São pessoas invejosas, não suportam o sucesso dos outros. São mal amadas, corroem a própria alma quando percebem alguém feliz.
Sofrem de autoestima baixa e, para se sentirem importantes, querem se mostrar detentoras de “informações” de vidas alheias. Esse é o maior patrimônio delas. Destilam ódios, alimentam-se das desgraças das pessoas com quem convivem. A palavra, maior ferramenta da comunicação, uma dádiva da criação, sempre foi considerada uma espada de dois gumes. A palavra tem poder. Pode ferir ou curar. E o mais interessante é que antes de ser pronunciada, está dentro de nós. Ela sai de nossa mente. Sai do nosso coração.
O certo é que o futuro de qualquer pessoa pode ser influenciado em decorrência do uso das palavras proferidas. Como ensina um famoso ditado, “há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”. E a oportunidade pode também ser a de ter-se calado. Pois “nem sempre é bom dizer tudo aquilo que temos no coração, mas bom mesmo seria não ter no coração aquilo que às vezes dizemos”. Uma boa semana a todos.

